quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CNT/Sensus: Dilma lidera com 51,9% e Serra tem 36,7% (Postado por Erici Oliveira)


A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior para 15,2 pontos agora

AGÊNCIA BRASIL


No levantamento anterior, Dilma Rousseff tinha 46,8% eJosé Serra, 41,8%
São Paulo - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 51,9% das intenções de voto, ante 36,7% de seu adversário, o tucano José Serra, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã.
A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior, na semana passada, para 15,2 pontos agora. No levantamento anterior, Dilma tinha 46,8% e Serra, 41,8%.
Ao se considerar somente os votos válidos - o que exclui nulos e brancos e se redistribui os indecisos proporcionalmente, Dilma tem 58,6% e Serra, 41,4%. A rejeição à candidata petista caiu de 35,2% da pesquisa anterior para 32,5%. Já a rejeição a Serra subiu de 39,8% para 43%.
O levantamento, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, foi feito com dois mil eleitores, entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37609/2010.

sábado, 23 de outubro de 2010

Anastácio e Aquidauana choram por Cláudio Valério


Sábado, dia 23 de Outubro de 2010 às 12:15hs
Com informações ACMA & JNE

Obrigado Cláudio Valério!

Essa é a frase que mais se houve no momento, por parte do povo anastaciano. Prefeito Cláudio Valério da Silva saiu prematuramente do nosso convívio, mas deixa a todos um legado de amor ao próximo, companheirismo, de trabalho e principalmente de dedicação a sua querida Anastácio, que jamais será esquecido.

Homem público determinado, corajoso, arrojado, Valério se destacou como pessoa, cidadão e político e se consagrou como um dos mais importantes no nosso Estado.
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Foi um homem profundamente ligado à luta pela liberdade e pela democracia, qualidades que o povo anastaciano e principalmente a classe política da cidade tem por obrigação dar continuidade para que seja uma busca constante de um município justo e digno com o seu povo.

A sua história de vida foi escrita com pitadas de serenidade sem apatia, prudência, mas despida de fraqueza, honestidade, sinceridade e coragem sem temeridade.


A luta constante pela verdadeira cidadania fez do professor, poeta, escritor e deputado estadual Cláudio Valério da Silva, uma luz na vida de cada anastaciano que, como gratidão o fez prefeito por quatro mandatos que ficará registrado para sempre na história da cidade.

Portanto, Cláudio Valério, professor muito nos ensinou, também despertou o amor popular pela sua cidade, trouxe a força do povo nordestino para o MS, que deixa órfão uma exemplar família, porém ainda continua vivo, e assim vai permanecer para sempre na memória do povo que tanto amou e pela terra a que se dedicou por toda a sua vida.

Por tudo isso, e muito mais, só podemos dizer o mesmo "obrigado prefeito Cláudio Valério", a exemplo do povo anastaciano; Deus o recebe de braços abertos e ao mesmo tempo estará dando forças à sua família para suportar esse momento doloroso que todos nós também iremos passar

Seu exemplo será alavanca para que o vice prefeito Douglas Figueiredo ao assumir o cargo na próxima segunda feira possa honrar sua memória cuidando de Anastácio com o mesmo carinho, com o mesmo olhar terno e fraterno.

domingo, 1 de agosto de 2010

O que Publicam os Principais Jornais e Revistas do País, neste domingo

O Globo

Manchete: Governo não fiscaliza repasses de R$ 162 milhões a sindicatos
Investigação sobre destino dos recursos públicos recebidos por centrais se arrasta há 9 anos

O governo federal repassou pelo menos R$ 162 milhões às grandes centrais sindicais do país - Força Sindical, CUT e outras quatro entidades - e até hoje não se sabe se esses recursos foram gastos corretamente, apesar de os convênios terem sido firmados de 2001 a 2009. Uma amostragem do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) revela que as prestações de contas referentes a R$ 54,9 milhões nem foram analisadas. Nos demais casos, a prestação de contas não foi apresentada ou contém irregularidades, informa Regina Alvarez. A Força, que passou a apoiar o governo Lula e sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, aparece como inadimplente em três convênios entre 2001 e 2003 e, somados, chegam a R$ 101,9 milhões. Todos são alvo de tomadas de contas especiais devido a irregularidades identificadas. O TCU já alertou o governo sobre as falhas na fiscalização. (Págs. 1 e 3)

Foto legenda - Em busca das encomendas perdidas
Depois de amargar um período de queda de pedidos e demitir 20% dos empregados, a Embraer já recupera as encomendas perdidas com a crise. A empresa voltou de uma feira de aviação em Londres trazendo na bagagem pedidos de 191 jatos comerciais, num valor de US$ 7,1 bilhões.
(Págs. 1 e 39)
Pastoral do Menor voltará a atuar na rua
Criada há 26 anos, a Pastoral do Menor, da Arquidiocese do Rio, voltará a atuar junto a moradores de rua, em projetos como inclusão digital, esportes, saúde bucal e informática. (Págs. 1 e 36)

Mercado sai do armário
Com 40 empresas associadas, a recém-criada Câmara de Comércio GLS do Brasil fará em São Paulo a primeira feira de negócios voltada para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros do Mercosul, relata Gilberto Scofield Jr. (Págs. 1 e 42)
Corrupção policial tem até tabela
Uma análise dos processos de crimes de PMs na Auditoria da Justiça Militar revela que a corrupção policial no Rio tem até uma tabela de valores, que variam de R$ 2 (cobrados de uma van ilegal) à R$ 50 mil (de um traficante). (Pags. 1 e 19)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Petistas fazem dossiê contra ministro do PT
Documentos acusam Marina, filha de Mantega, de tráfico de influência no BB; ela nega, e titular da Fazenda não comenta

Na briga por cargos e poder no governo Lula, até o ministro Guido Mantega (Fazenda) foi alvo de dossiê apócrifo que o próprio governo identifica como feito pela ala do PT egressa do sindicalismo bancário. O material obtido pela Folha, contém acusações de tráfico de influência no Banco do Brasil contra Marina, filha de Mantega. O objetivo era forçar o ministro a desistir de nomear Paulo Caffarelli, vice-presidente do BB, para a chefia do fundo de pensão Previ.
O dossiê diz que Marina se reuniu com o vice do BB e fez pedidos, o que ele confirma e ela nega. Caffarelli foi preterido da Previ, mas os bancários não emplacaram seu nome. Petists apontados como culpados pelo dossiê negam; Mantega não comentou. (págs 1 e Poder)

Donos de bares aprovam 1º ano da lei antifumo
A lei antifumo, que completa um ano no próximo sábado, pegou mesmo. É o que a Folha apurou com donos de 60 bares, boates, restaurantes de vários perfis e regiões de São Paulo. Até quem era contra a medida há 12 meses elogia agora o "fim da fumaça". pags 1 e C1
Mercado de luxo no país crescerá 23% este ano
Pesquisa estima que o mercado de luxo no Brasil avance 23% no ano e fature R$ 15,1 bilhões. A expansão recorde esperada é mais de três vezes a do PIB (7%). Especialistas atribuem a alta ao aumento de consumidores neste segmento, entre outros fatores. Pags. 1 e B4
Censo começa hoje com 192 mil recenseadores
O IBGE inicia hoje o recenseamento nacional realizado a cada dez anos. Maior e mais importante pesquisa desenvolvida pelo instituto, o Censo 2010 vai envolver 192 mil recenseadores, que devem visitar 58 milhões de domicílios em 5.565 cidades. Pags. 1, C8 e C9
Boa notícia - Teste revela que ônibus a biodiesel polui menos - Pags 1 e C5

Editoriais
Leia "Direito ao humor", sobre as restrições de legislação eleitoral à livre expressão; e "Caso Bruno", acerca dos erros na condução dos inquéritos no país. Pags 1 e A2
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Fatia do Tesouro nos recursos do BNDES cresce mais de 500%
Proporção de dinheiro federal passa de 6% em 2001 para 40% em 2009

Presente nos grandes negócios fechados no País nos últimos meses, o BNDES depende cada vez mais do Tesouro, informa Lu Aiko Otta. A proporção de recursos dos cofres federais, que era de 6% em 2001, chegou a 40% em 2009, num total de R$ 144,3 bilhões, um salto de 566%. A fatia deverá ser ainda maior neste ano, porque foram injetados mais de R$ 80 bilhões de dinheiro público. Para fortalecer o BNDES, o Tesouro emitiu títulos pelos quais paga taxa de mercado, mas esse dinheiro é emprestado pelo banco pela Taxa de Juros de Longo Prazo, bem mais baixa. A diferença configura subsídio, bancado pelos cofres federais e cujo valor é desconhecido. (Pags 1 e Economia B1)
Dilma diz que é preciso 'racionalizar' o Estado
Em entrevista ao Estado, a candidata à Presidência Dilma Rouseff (PT) disse que é possível conciliar gastos públicos e investimentos. Mas ela defende a "racionalização do Estado", com a presença mais forte do setor privado. "O BNDES não precisa ter esse tamanho."

"Nós não vamos substituir o setor privado. Até porque não dá." (Pags. 1, Nacional A12 e A13)
China lidera em 2010 investimento externo no Brasil
A China assumiu o primeiro lugar entre os investidores estrangeiros no Brasil em 2010, informa a correspondente em Pequim, Cláudia Trevisan. Se os US$ 11 bilhões anunciados se concretizarem, passará de 42° para 10º no ranking que considera a soma de investimentos ao longo dos anos. (Pags 1 e Economia B10)
Milionários miram a suplência no Senado - Págs 1 e Nacional A4

México também reata relações com Honduras Pags 1 e Internacional A18

Copa 2014: desperdício à vista
Candidatas à financiamentos de R$ 4,8 bilhões do BNDES, as obras dos estádios para a Copa de 2014, reúnem índícios de superfaturamento, desperdício de recursos e negócios arriscados para os cofres públicos, informa a repórter Marta Salomon. Até sexta-feira, o Comitê Organizador contabilizava o início das obras em apenas metade das arenas pré-selecionadas para o Mundial. O palco de São Paulo segue indefinido. (Págs 1 e Esportes E8)
Fernando Henrique Cardoso
cara ou coroa?

O voto decidirá entre dois modelos de sociedade. Um mais centralizador e burocrático, outro mais competitivo e meritocrático. Págs 1 e Espaço Aberto A2
Dora Kramer
Ronda Ostensiva

O PT, que mal consegue se manter na legalidade, é que se arvora em patrulheiro dos limites da liberdade de expressão. (Págs 1 e Nacional A8)
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Jornal do Brasil

Manchete: Cultura do 'pega' se espalha na internet
Repressão não assusta grupos que marcam corridas via rede social

A repercussão da morte do músico Rafael Mascarenhas, atropelado por um carro que estaria disputando um pega dentro do Túnel Acústico, na Gávea, não parece atemorizar quem pratica esse crime. Na internet, inúmeras páginas de redes sociais zombam do Código de Trânsito e fazem apologia das corridas clandestinas. Em várias, participantes desafiam e avisam onde será o próximo duelo. A maior parte ocorre ruas da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. (Pags. 1, Tema do dia e A2 e A3)
Agressões do 'bullying' já estão na web
O bullying, que começou nas escolas fazendo vítimas entre os alunos mais frágeis, chegou à web. As agressões já podem ser consideradas crime contra a honra e injúria, mas, quando o agressor é menor, acaba protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. (Págs 1 e
Cidades A7)
De acordo com juiz, ficha mais ou menos limpa
O Maranhão abriga duas interpretações para o Ficha Limpa, o que ficou claro quando juízes permitiram a candidatura de Sarney Filho (PV). De um lado, Márlon Reis, de outro, Magno Linhares, que veem pressupostos diferentes na aplicação da lei, o que muda totalmente as decisões. (Págs 1 e País A4)
Poluição é um negócio da China
A China está perdendo a luta contra a poluição do ar, em que pesem seus programas ambientais. Um estudo recente mostrou que índices de Pequim superaram em 80% padrões da Organização Mundial da Saúde. (Págs 1 e Vida, Saúde e Ciência A18)
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Correio Braziliense

Manchete: Trânsito em Fúria
Saiba por que simples discussões entre motoristas terminaram em morte e espancamento em algumas cidades brasileiras.Geaderson (foto) teve parte da orelha decepada por três desconhecidos, depois de uma leve batida na Estrutural.

Faça teste se você é intolerante. (Pags. 1, 10 e 11)
Saindo da informalidade
Até dezembro, mais de 2,5 milhões de brasileiros deverão ter carteira de trabalho assinada, mas ainda há um longo caminho a trilhar. (Pags. 1, 14 e 15)
Eleições no DF - Fraga rompe aliança com Joaquim Roriz
Deputado manterá a candidatura ao Senado, mas seguirá em campanha independente. Ele não fará parte do palanque do ex-governador. O estopim do racha foi a hostilidade dos rorizistas ao secretário de Transportes do governo Arruda durante eventos públicos. (Págs 1 e 25)
Eleições
Parlamentares com o colchão cheio de reais.

Dos 513 deputados federais que concorrem a um cargo em outubro, 112 declararam à Justiça Eleitoral que guardam dinheiro em casa. São mais de R$ 17 milhões, distribuídos em quantias que variam de R$ 13,02 a R$ 1,3 milhão. A prática não é ilegal, mas, no mínimo, estranha. (Págs 1 e 2)
MPDFT- A difícil missão da nova procuradora (Págs 1 e 29)

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Estado de Minas

Manchete: O show dos milhões dos deputados
Não é só Dilma quem deixa dinheiro embaixo do colchão. Levantamento do Estado de Minas mostra que 122 deputados federais em campanha guardam em casa mais de R$ 17 milhões. O valor, calculam especialistas, poderia render R$ 2 milhões por ano se aplicado em fundos conservadores. Para o procurador eleitoral em Minas, Felipe Braga Netto, a prática pode “mascarar ilegalidades.” (Pags. 1, 3 e 4)
Sonho da casa vira pesadelo
Abandonados, imóveis do programa Minha casa, Minha Vida inaugurados em fevereiro por Lula e Dilma viram alvo fácil de vândalos em Governador Valadares. Menos da metade das 96 casas foi entregue a moradores. (Pag. 1 e 12)
O censo que promete desenhar um novo retrato do Brasil
Recenseadores começam amanhã a visitar 58 milhões de lares para descobrir mudanças de hábitos e avaliar impacto de tecnologias como o celular e a internet na vida dos brasileiros. (Págs. 1, 25, 28 e 29)
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Jornal do Commercio

Manchete: Fantasia de aluguel
O JC mostra mergulha no mundo dos garotos de programa. De quem pega e de quem ganha dinheiro com sexo. Ilusão negociada por gente que vive como produto nas ruas, sarjetas, cinemas. (Pág.1)

Quadro de Portinari recuperado no Rio (Pág.1)

A vez de Marina (Pág.1)

Flash eleitoral (Pág. 1)

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Veja

Manchete: 10 regras da lipo segura
Como as mortes associadas a essa cirurgia poderiam ter sido evitadas
(Pags 1 Especial 116)
A multinacional socialista
Como a política e os negócios se misturaram na compra de parte da Oi pela Portugal Telecom. (Págs 1 e Economia 126)
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Época

Manchete: Aprenda a ser criativo
A criatividade é hoje a qualidade mais valiosa no trabalho. Novas pesquisas revelam como ela funciona - e como você pode aumentar a sua. (Pag. 1)
Wikileaks
O poder do site que vazou segredos militares americanos. (Pag. 1)
Desperdício
A festa dos contratos de eventos com o governo.

Para uns, a vida é uma festa.

Organizar congressos e recepções para o governo virou um excelente negócio, impuscionado por contratos de preços altos e sem licitação. (Pags. 1 e 44)
Sexo
A moda de tirar a roupa no Twitter. (Pag. 1)
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ISTOÉ

Manchete: Tudo por dinheiro
Como a perda de esportividade de um dos maiores ídolos brasileiros, o piloto de Fórmula 1 Felipe Massa, provoca um impacto no Moral Nacional e no sonho de milhares de fãs, chocados com a ideia de que a garra por competir pode ser trocada por um contrato milionário.

A análise de sociólogos, dos campeões de F-1 e de ícones do esporte.

Os bastidores do esquema Ferrari para se manter em alta.(Págs 1)
Cosméticos seguros
A nova onda de produtos saudáveis para a beleza. (Págs. 1)
Fé e Política - A mobilização dos religiosos na eleição.
Contra a legalização do aborto, o casamento gay e a descriminalização da maconha, líderes de diferentes religiões se engajam na campanha. (Pags. 1 e 48)
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ISTOÉ Dinheiro

Manchete: União de gigantes que mexe com o seu celular
Os espanhóis da Teefônica ficam com a Vivo. A Portugal telefônica vira sócia da Oi. Negócios gigantescos que movimentaram mais de E 11 bilhões. O que isso significa para o mercado de telefonia e para o consumidor? (Págs 1 e 42)
Eleições
Quem são e o que propõe os empresários-candidatos

Do escritório aos palanques: empresários se lançam na política em todo o País (Pags 1 e 34)
Personagem
O homem que ganha dinheiro com James Dean e Marilyn Monroe

Eles vivem: mortos notórios que ainda rendem muito lucro. (Pags 1 e 58)
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CartaCapital

Manchete: Grande negócio. Para quem?
Certamente para Carlos Jereissati e Sergio Andrade, os principais e talvez únicos brasileiros beneficiados com a entrada da Portugal Telecom na Oi.

A entrada da Portugal Telecom na Oi derruba o discurso da "empresa nacional forte" e engorda ainda mais as carteiras de Carlos Jereissati e Sergio Andrade.

(Págs 1 e Seu País 18)
FARC
Política do medo, arma de Uribe e tática eleitoral no Brasil.

Ignorar a história, uma saída rasteira

Condenar as farc sem levar em conta o contexto no qual a guerrilha surgiu é jogo sujo (Págs 1 e Nós e o mundo 34)
Afeganistão
90 mil documentos provam o vexame da guerra

Vexame completo

Documentos vazados no site WikiLeaks detalham a fragilidade, as falhas e a ineficácia das Forças dos EUA e da Otan na guerra que já dura nove anos. (Págs 1 e Nosso Mundo 38)
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Zero Hora

Manchete: Virada no tempo chega com vento de 117 km/h
Nova frente fria trouxe vendaval que atingiu a região de Santa Maria na madrugada de sábado. (Págs. 1 e 23)
Troca de viaduto
Tráfego testa operação na BR-116 no domingo. Obra na rodovia desafia os motoristas. (Págs 1 e 22)
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Machado de Assis - Wikipédia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Joaquim Maria Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis
Nascimento 21 de junho de 1839
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 29 de Setembro de 1908 (69 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Bandeira do Brasil brasileira
Ocupação romancista, contista, poeta, dramaturgo, cronista, crítico literário, teatrólogo
Magnum opus Memórias Póstumas de Brás Cubas
Influências William Shakespeare, Voltaire, Luciano de Samósata, Laurence Sterne, Manoel Antonio de Almeida,Arthur Schopenhauer, José de Alencar, Jonathan Swift, La Rochefoucauld, Edgar Allan Poe
Influenciados Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Cyro dos Anjos, Murilo Rubião
Assinatura Assinatura de Machado de Assis.gif

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista, cronista e teatrólogo brasileiro, considerado como o maior nome da literatura brasileira, de forma majoritária entre os estudiosos da área.[1][2] Sua extensa obra constitui-se de nove romances e nove peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.[2][3] Machado assumiu cargos públicos ao longo de toda sua vida, passando pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, Ministério do Comércio e pelo Ministério das Obras Públicas.[4]

A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda, na qual sua vocação literária obteve a oportunidade de realizar a primeira narrativa fantástica e o primeiro romance realista brasileiro em Memórias Póstumas de Brás Cubas (sua magnum opus).[5] Ainda na segunda fase, Machado produziu obras que mais tarde o colocariam como especialista na literatura em primeira pessoa (como em Dom Casmurro, onde o narrador da obra também é seu protagonista). Como jornalista, além de repórter, utilizava os periódicos para a publicação de crônicas, nas quais demonstrava sua visão social, comentando e criticando os costumes da sociedade da época, como também antevendo as mutações tecnológicas que aconteceriam no século XX, tornando-se uma das personalidades que mais popularizou o gênero no país.[6]

Índice

Biografia

Filho do mulato Francisco Manuel José de Assis, pintor de paredes e descendente de escravos alforriados, e de Maria Leopoldina Machado, uma lavadeira açoriana[7] da Ilha de São Miguel. Machado de Assis, que era canhoto [8], passou a infância na chácara de D. Maria José Barroso Pereira, viúva do senador Bento Barroso Pereira, na Ladeira Nova do Livramento, (como identificou Michel Massa), onde sua família morava como agregada, no Rio de Janeiro. De saúde frágil, epilético, gago,[1] sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Ficou órfão de mãe muito cedo e também perdeu a irmã mais nova. Não freqüentou a escola regular, mas, em 1851, com a morte do pai, sua madrasta Maria Inês, à época morando no bairro em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos, e provavelmente tenha assistido às aulas quando não estava trabalhando.

Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e se tornou um dos maiores intelectuais do país, ainda muito jovem. Em São Cristóvão, conheceu a senhora francesa Madamme Gallot, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de francês, que Machado acabou por falar fluentemente, tendo traduzido o romance Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, na juventude. Também aprendeu inglês, chegando a traduzir poemas deste idioma, como O Corvo, de Edgar Allan Poe. Posteriormente, estudou alemão, sempre como autodidata.

Machado de Assis fotografado por Marc Ferrez, 1890.

De origem humilde, Machado de Assis iniciou sua carreira trabalhando como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial, cujo diretor era o romancista Manuel Antônio de Almeida. Em 1855, aos quinze anos, estreou na literatura, com a publicação do poema "Ela" na revista Marmota Fluminense. Continuou colaborando intensamente nos jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista. Machado conquistou a admiração e a amizade do romancista José de Alencar, principal escritor da época. Era, no dizer do historiador literário Marques da Cruz, "ponderado e honesto. Sóbrio na vida e no estilo".[9]

Baptiste Louis Garnier, convida Machado a trabalhar no Jornal das Famílias (1863 - 1878), onde tem contato com as obras de Shakespeare, através das páginas do periódico.[10]

Em 1864 estréia em livro, com Crisálidas (poemas). Em 1869, casa-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã do poeta Faustino Xavier de Novais e quatro anos mais velha do que ele. Em 1873, ingressa no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, como primeiro-oficial. Posteriormente, ascenderia na carreira de servidor público, aposentando-se no cargo de diretor do Ministério da Viação e Obras Públicas.

Podendo dedicar-se com mais comodidade à carreira literária, escreveu uma série de livros de caráter romântico. É a chamada primeira fase de sua carreira, marcada pelas obras: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876), e Iaiá Garcia (1878), além das coletâneas de contos Contos Fluminenses (1870), , Histórias da Meia Noite (1873), das coletâneas de poesias Crisálidas (1864), Falenas (1870), Americanas (1875), e das peças Os Deuses de Casaca (1866), O Protocolo (1863), Queda que as Mulheres têm para os Tolos (1864) e Quase Ministro (1864).

Em 1881, abandona, definitivamente, o romantismo da primeira fase de sua obra e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, que marca o início do realismo no Brasil. O livro, extremamente ousado, é escrito por um defunto e começa com uma dedicatória inusitada: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas". Tanto Memórias Póstumas de Brás Cubas como as demais obras de sua segunda fase vão muito além dos limites do realismo, apesar de serem normalmente classificados nessa escola. Machado, como todos os autores do gênero, escapa aos limites de todas as escolas, criando uma obra única.

Na segunda fase suas obras tinham caráter realista, tendo como características: a introspecção, o humor e o pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. Da segunda fase, são obras principais: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908), além das coletâneas de contos Papéis Avulsos (1882), Várias Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1906), Relíquias da Casa Velha (1906), e da coletânea de poesias Ocidentais. Em 1904, morre Carolina Xavier de Novaes, e Machado de Assis escreve um de seus melhores poemas, Carolina, em homenagem à falecida esposa. Muito doente, solitário e triste depois da morte da esposa, Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908, em sua velha casa no bairro carioca do Cosme Velho. Nem nos últimos dias, aceitou a presença de um padre que lhe tomasse a confissão. Bem conhecido pela quantidade de pessoas que visitaram o escritor carioca em seus últimos dias, como Mário de Alencar, Euclides da Cunha e Astrogildo Pereira (ainda rapaz e por isso desconhecido dos demais escritores), ficcionalmente o tema da morte de Machado de Assis foi revisto por Haroldo Maranhão. Não tinha uma visão religiosa, sendo assim declarando-se como ateu.

Estilos literários

É considerado por muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores escritores do mundo, enquanto romancista e contista. Suas crônicas não têm o mesmo brilho e seus poemas têm uma diferença curiosa com o restante de sua produção: ao passo que na prosa Machado é contido e elegante, seus poemas são algumas vezes chocantes na crueza dos termos similar talvez à de Augusto dos Anjos.

Em sua fase romântica: ambítua seus poemas em ambiente urbano, espelha-se em José de Alencar, mas sem sua rispidez e sua volúpia, pelo contrário mostra certo conservadorismo.[11]

Abandona muita dessas características e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, iniciando o realismo no Brasil, um tom próximo ao coloquial, mas com certo requinte, impactante e provocante, incluindo na literatura nacional temas antes não expostos como: a natureza feminina; utiliza-se de ironias refinadas para criticar e abusa da narração em primeira pessoa para criar certo humor, com metalinguagem conversando com o leitor e deixando a obra subjetiva, com uma visão parcial do narrador, o maior exemplo é Dom Casmurro.[11]

Citação
«Machado reúne os pré-requisitos da genialidade. Possui exuberância, concisão e uma visão irônica ímpar do mundo.»

( Harold Bloom, crítico literário estadunidense, sobre o escritor brasileiro Machado de Assis[12])


O crítico estadunidense Harold Bloom considera Machado de Assis um dos 100 maiores gênios da literatura de todos os tempos (chegando ao ponto de considerá-lo o melhor escritor negro da literatura ocidental), ao lado de clássicos como Dante, Shakespeare e Cervantes. A obra de Machado de Assis vem sendo estudada por críticos de vários países do mundo, entre eles, Giusepe Alpi (Itália), Lourdes Andreassi (Portugal), Albert Bagby Jr. (Estados Unidos da América), Abel Barros Baptista (Portugal), Hennio Morgan Birchal (Brasil), Edoardo Bizzarri (Itália), Jean-Michel Massa (França), Helen Caldwell (Estados Unidos da América), John Gledson (Inglaterra), Adrien Delpech (França), Albert Dessau (Alemanha), Paul Dixon (Estados Unidos da América), Keith Ellis (Estados Unidos da América), Edith Fowke (Canadá), Anatole France (França), Richard Graham (Estados Unidos da América), Pierre Hourcade (França), David Jackson (Estados Unidos da América), Linda Murphy Kelley (Estados Unidos da América), John C. Kinnear, Alfred Mac Adam (Estados Unidos da América), Victor Orban (França), Houwens Post (Itália), Samuel Putnam (Estados Unidos da América), John Hyde Schmitt, Tony Tanner (Inglaterra), Jack E. Tomlins (Estados Unidos da América), Carmelo Virgillo (Estados Unidos da América), Dieter Woll (Alemanha) e Susan Sontag (Estados Unidos da América).

O estilo literário de Machado de Assis tem inspirado muitos escritores brasileiros ao longo do tempo e sua obra tem sido adaptada para a televisão, o teatro e o cinema. Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes. Suas principais obras foram traduzidas para diversos idiomas e grandes escritores contemporâneos como Salman Rushdie, Cabrera Infante e Carlos Fuentes confessam serem fãs de sua ficção, como também o confessou Woody Allen. A Academia Brasileira de Letras criou o Espaço Machado de Assis, com informações sobre a vida e a obra do escritor.

Machado em suas obras interpela o leitor, ultrapassando a chamada quarta parede, nisso tendo sido influenciado por Manuel Antônio de Almeida, que já havia utilizado a técnica, bem como Miguel de Cervantes, e outros autores, mas nenhum deles com tanta ênfase quanto Machado.

Machado de Assis e o social

Machado de Assis não produziu nenhuma obra que ilustra o Brasil, deu preferência a expor o esqueleto moral que suportava a sociedade do Segundo Reinado em transição para a República.[13]

Machado e o determinismo

Paralelo ao realismo de Machado, ocorre o Naturalismo, que tem como sua base o determinismo. Em Portugal não ocorre essa separação por não contar com Machado, pois é um dos poucos autores da época, senão o único, a não ser influenciado por essas idéias. Em uma famosa carta ele critica o Primo Basílio de Eça de Queirós por falta de profundidade, já que todos são frutos do meio, são personagens exagerados e presos as suas caricaturas, já predeterminados pelo ambiente. Há algumas contradições como o personagem Quincas Borba com a sua filosofia Humanitismo, onde o forte é superior ao fraco.[11]

Obra

Toda a obra de Machado de Assis é de domínio público, por ter expirado o correspondente direito de autor em 1978, completando-se 70 anos do falecimento do autor.

[editar] Romance

Diretos, de vocabulário enxuto, com um tom de simplicidade, baseados no cotidiano. Com o tempo Machado ganhou confiança e seus contos tonaram-se mais sóbrios: Memórias Póstumas é o inicio dessa sobriedade.

Os romances não fogem das duas fases de Machado. Em um primeiro momento é influenciado pelo romantismo, por José de Alencar, mas já demonstra certa análises psicológicas, especialmente a feminina, e traços de humor.

Em sua segunda fase, provavelmente influenciado por Flaubert e Balzac, mantém o humor, mas inclui a maldade, pessimismo e sofrimento; os caracteres psicológicos das personagens são aprofundados e a metalinguagem aparece.[14]

Conto

Assim como nos contos, duas fases. Machado é considerado o introdutor de peso do gênero no Brasil, utilizando ironia e humor. Em sua romântica, temática centrada no amor, com enredos pobres, mas com indicativos de sua ironia e capacidade de construir o caráter do personagem, mesmo centrando-se no enredo e não na análise do personagem.

Em sua segunda fase, centra-se na análise psicológica, o enredo é deixado em segundo plano, passa a utilizar os recursos da narração, seus grandes contos nessa fase tendo mulheres como protagonistas.[14]

Teatro

Foi como M.A. iniciou sua carreira literária, escrevendo a maior parte das obras em sua juventude, não tendo muito peso, apenas uma etapa para as suas obras futuras.[14]

Crítica

Desde o início de sua carreira, gostava de fazer críticas teatrais, tendo destaque em "Notícias da Atual Literatura Brasileira: Instinto de Nacionalidade" [15]. Escreve sobre o teatro de Alencar, Gonçalves de Magalhães e Macedo.[14]

Poesia

Em seus três livros iniciais tem forte ligação com o romantismo, escrevendo até poesias indianistas, já na época totalmente ultrapassadas. Mas não tem os mesmo excessos românticos e nem a rigidez parnasiana, teve como base investigações da natureza do homem e reflexões filosóficas.[14]

Produção literária

Romance Poesia Contos[2] Teatro
Ressurreição, (1872) Crisálidas[3], (1864) Contos Fluminenses, (1870) Hoje avental, amanhã luva, (1860)
A mão e a luva, (1874) Falenas, (1870) Histórias da Meia-Noite, (1873) Queda que as mulheres têm para os tolos, (1861)
Helena, (1876) Americanas, (1875) Papéis Avulsos, (1882) Desencantos, (1861)
Iaiá Garcia, (1878) Ocidentais, (1880) Histórias sem Data, (1884) O caminho da porta, (1863)
Memórias Póstumas de Brás Cubas, (1881) Poesias completas, (1901) Várias Histórias, (1896) O protocolo, (1863)
Casa Velha, (1885)
Páginas Recolhidas, (1899) Teatro, (1863)
Quincas Borba, (1891)
Relíquias da Casa Velha, (1906) Quase ministro, (1864)
Dom Casmurro, (1899)

Os deuses de casaca, (1866)
Esaú e Jacó, (1904)

Tu, só tu, puro amor, (1880)
Memorial de Aires, (1908)

Não consultes médico, (1896)



Lição de botânica, (1906)

[editar] Alguns contos

Machado em seus 25 anos

Lorbeerkranz.pngAcademia Brasileira de Letras

Era o maior nome vivo da literatura no Brasil, quando um grupo de jovens, capitaneados por Lúcio de Mendonça resolve finalmente pôr em prática a idéia da fundação da Academia Brasileira de Letras, nos moldes da Academia francesa. Machado foi seu primeiro presidente e seu discurso de fundação em 1887 revela sua intenção em participar da academia:

Citação
«Senhores,

Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar a Academia Brasileira de Letras pela consagração da idade. Se não sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre os mais velhos. É simbólico da parte de uma instituição que conta viver, confiar da idade funções que mais de um espírito eminente exerceria melhor. Agora que vos agradeço a escolha, digo-vos que buscarei na medida do possível corresponder à vossa confiança.

Não é preciso definir esta instituição. Iniciada por um moço, aceita e completada por moços, a Academia nasce com a alma nova e naturalmente ambiciosa. O vosso desejo é conservar, no meio da federação política, a unidade literária. Tal obra exige não só a compreensão pública, mas ainda e principalmente a vossa constância. A Academia Francesa, pela qual esta se modelou, sobrevive aos acontecimentos de toda a casta, às escolas literárias e às transformações civis. A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade e progresso. Já o batismo das suas cadeiras com os nomes preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu primeiro voto. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira. Está aberta a sessão.»

(Assinatura de Machado de Assis.gif, 1897[16])


Representações na cultura

Machado de Assis já foi retratado como personagem no cinema, interpretado por Jaime Santos no filme "Vendaval Maravilhoso" (1949) e Ludy Montes Claros no filme "Brasília 18%" (2006). Também teve sua efígie impressa nas notas de NCz$ 1,00 (um cruzado novo; até 1989, com valor de mil cruzados) de 1987. Importantes concursos são realizados em todo mundo levando seu nome, a exemplo de Brasília que tem um significativo concurso com seu nome, realizado pelo SESC/DF.

[editar] Machado de Assis e o xadrez

Machado de Assis foi um razoavel jogador de xadrez, tendo formulado problemas enxadrísticos para diversos periódicos. Participou do primeiro campeonato disputado no Brasil, ficando em terceiro lugar. Em muitas de suas obras, faz menções ao jogo, como por exemplo, em Iaiá Garcia, Esaú e Jacó e A Cartomante

Notas

  1. ^ O historiador José M. da Cruz (op. cit.) assim o descreve: "era mestiço, feio, gago, epiléptico, sempre reservado, sempre humilde, sempre tímido, o que realçava mais as suas qualidades intelectuais."
  2. ^ A princípio utilizou os padrões do Romantismo na composição poética, porém deles não se utiliza em seus contos e romances. Confessa não participar do Realismo, é um crítico do estilo de Eça de Queiroz e acreditava existir uma Verdade necessária à obra literária, porém em seus romances busca desvendar os conflitos reais e os mecanismos sociais.
  3. ^ Não foram incluídos na presente lista os diversos textos de crítica e as crônicas publicados em jornais e revistas ao longo dos anos.

Referências

  1. ↑ Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas. (Ed. Sol). Edição auxiliar para vestibular: "Introdução" por Francisco Ahcar, p. 9
  2. ↑ 2,0 2,1 GIRON, Luís Antônio, "As Cartas de Machado de Assis", Revista Época, nº 541 de setembro de 2008, p. 136.
  3. ↑ Machado Cem Anos Depois: Curiosidades (Obra-49) em FolhaOnline. Acesso: 5 de outubro, 2008.
  4. ↑ Agaciel da Silva Maia, "Machado de Assis, um servidor público". Acesso: 5 de outubro, 2008.
  5. ↑ Machado de Assis, Memórias Póstumas de Braz Cubas. (Editora Sol; Edição auxiliar para vestibular) contra-capa.
  6. ↑ Machado Cem Anos Depois: Curiosidades (Obra-38) em FolhaOnline. Acesso: 5 de outubro, 2008.
  7. ↑ Mil que fizeram o século 20, IstoÉ-The Times, ed. Três, São Paulo, s/d
  8. ↑ JB online (acessado em 30 de janeiro de 2008)
  9. ↑ CRUZ, José Marques da. História da Literatura, Melhoramentos, São Paulo, s/d.
  10. ↑ AZEVEDO, Sílvia Maria; Machado de Assis e o Otelo de Shakespeare;Machadodeassis.net
  11. ↑ 11,0 11,1 11,2 CASTRO, Dácio Antônio; RODRIGUES, Antonio Medina, Livro-texto 9, S.Paulo:Gráfica e Editora Anglo Ltda, 2002.
  12. ↑ Revista Época Edição 246 - 03/02/2003
  13. ↑ CASTRO, Dácio Antônio; TEIXEIRA, Ivan Prado; RAMOS Jr., José de Paula, Literatura II, S.Paulo:Gráfica e Editora Anglo Ltda, 2001.
  14. ↑ 14,0 14,1 14,2 14,3 14,4 Curso Etapa: Apostila teórica 3, Editora Núcleo, 2007/2008
  15. ↑ Crítico Literário. Página visitada em 6 de junho de 2009.
  16. ↑ Academia Brasileira de Letras: Discurso de Machado de Assis. Página visitada em 6 de dezembro de 2008.

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